sábado, 22 de outubro de 2011

Para Davi

Dois anos. Vinte e quatro meses. Uma infinidade de dias que eu não vou calcular porque sou preguiçosa (pronto, agora você já sabe).
Esse é o tempo da nossa vida juntos, meu amor.

Há exatos dois anos você nasceu - e eu renasci.
Nunca em minha vida poderia imaginar um amor como este, tão grande, tão importante. E isto você me ensinou. E me ensinou muito mais. Me ensinou a conviver com a insegurança, que antes me parecia não existir. Me ensinou a ter alguns medos que, acredite em mim filho, são importantes. Me ensinou que não existe coisa melhor na vida do que ter um rostinho sempre te esperando com um sorriso, independente do que você fez ou deixou de fazer. Me ensinou que felicidade não tem fim. Me ensinou que sou capaz de gerar uma vida; e que sou capaz de dar a minha vida em troco da dela. Me ensinou a ser mãe. E me ensinou com tudo isto a valorizar ainda mais os meus pais - jamais poderei te agradecer por isso.

Me ensinou que ter um filho é infinitamente melhor do que tudo que falam. Que as preocupações, os gastos, o cansaço, as olheiras por noites mal dormidas, o corpo que não é mais aquele do passado, que tudo isto não tem a menor importância perto da alegria que um filho traz.

Me ensinou que você é o melhor de mim. E me ensina a cada dia um infinito de coisas novas. Não é só você que está descobrindo o mundo - estamos juntos nessa!
Nestes dois anos, meu amor, muito mudou. Mas acredite: não existe mudança maior que a que você provocou em minha vida.

Desejo que seu futuro seja brilhante. Que você seja saudável, educado, humilde, inteligente. Que respeite as pessoas. Que saiba lutar pelo que acredita. Que seja feliz.

Tenho medo que algum dia meu colo te falte, e que eu não possa estar presente quando precisar de mim. Mas saiba, filho, a mamãe sempre estará com você, nem que seja na vontade. Sempre que precisar estarei aqui pra te fazer cafuné, te esquentar, te dar um beijinho de boa noite ou cantar uma musiquinha. Sempre estarei aqui pra te chamar de chuchu. Sempre estarei ao seu lado.

Quero que saiba (e que nunca se esqueça!) que você é o meu orgulho. Que foi amado antes mesmo de nascer. E que a cada dia meu amor por você cresce (se é que isso é possível...)!

Te amo, meu querido!

Feliz aniversário!

Um beijinho de esquimó,

Mamãe querida (é assim que você me chama hoje! :) )

terça-feira, 13 de setembro de 2011

De como um bebê pode te ensinar sobre a vida...

O que é rotina?

"- E aí Davi, como foi na escolinha hoje?
- Tudo bem. De novo!"

O moleque nem falar sabe direito.
Mas dá umas tiradas que deusolivreguarde!


E agora..."faz uma pose beeeem bonita pra mamãe!"
Fez!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

E já são quase dois...

Ooooi gente bonita do meu Brasil varonil!

Sumida? Eu? Pois é... a vida anda tão corrida que algumas coisas acabam ficando de lado, mesmo que esta não seja a minha vontade.

Pois bem, vim dar notícias. Minhas e do Davi.

Eu estou bem, muito obrigada. Trabalhando bastante. Muito mesmo.
Depois de quase dois anos consegui emagrecer os quase 20 kg que engordei na gestação. Mas não vão pensando que estou gatinha: o corpo não voltou ao normal não. Mas nem reclamo! Tenho a barriga muxibenta com muito orgulho. E ela só é assim por conta do meu gorducho, que de tão gorducho esticou ela todinha. E agora eu tô correndo atrás... finalmente comecei uma academia, pra ver se as coisas vão voltando nos seus devidos lugares! Que assim seja, amém!

O Davi está ótimo! Grandão, e não é mais gorducho. Aliás, a médica disse que ele está exatamente na média, de peso e altura! Mas, pra mãe, ele é acima da média em tudo, hehe. É esperto, tagarela, tem uma coordenação motora ótima. Canta musiquinhas com a voz de taquara rachada mais linda do mundo. Continua loirinho, branquelo e bochechudo. Vai na escolinha e adora brincar por lá... aliás, já tem até uma namorada. Mas não quero falar sobre isso. :)
E meu pequeno é artista, sabiam?! O safado já fez até comercial de televisão e algumas fotos de divulgação - já tá me dando lucro! Hehe!
A coisa mais gostosa que tem é escutar ele falando "mamãe querida!" ou "te amo graaandããão".

Tanta coisa aconteceu neste tempo. Tanta descoberta, tanta novidade, alguns sustos... Ele mudou tanto, e eu mudei mais ainda. Aliás, nem lembro direito como era minha vida antes dele. Mas sei que não era tão colorida, tão barulhenta e tão linda!

Amo ser mãe. E a novidade: já pretendo encomendar outro no ano que vem! Sim, amigos. Sou uma pessoa parideira mesmo! E se pudesse teria uns quinze! Uhu!

Vou colocar uma fotinho do fruto da pança aqui. Meu Davi. E espero voltar logo. Ou quem sabe no aniversário de três anos! Nãããããããããooooo!

Beijos!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Primeiro ano!!!


Eu sei que eu sou relapsa, que faz meses que não venho aqui... mas tenho desculpas: não tenho tempo.


E é uma desculpa verdadeira, acreditem!

Vida de mulher pós-moderna não é fácil - trabalho, casa, filhos... ufa! Uma correria só!!!


Mas eu não poderia deixar de passar aqui pra contar pra vocês, que me acompanharam no momento mais importante de minha vida, que hoje o meu príncipe completa um aninho! Dá pra acreditar?


Tanta coisa aconteceu neste ano, tanta novidade, tanto aprendizado, tantas emoções... se fosse falar aqui pra vocês escreveria um livro. Juro que gostaria de contar, mas não tenho tempo... :(


Só posso dizer que foi o melhor ano da minha vida! O mais rápido também...


Aaaaaaaaamo meu filho, e não imagino mais minha vida sem a presença dessa pessoinha!


Vou tentar passar mais por aqui... hehe!


terça-feira, 9 de março de 2010

O tempo passa rápido quando a gente se diverte!

Tô arrasada hoje, de verdade!

Primeiro dia do Davi na escola. Primeiro dia longe de mim. Depois de nove meses na barriga e mais quatro no colo, hoje carrego ele nos braços, pra deixar no braço de outra pessoa. Triste demais, gente!

Eu sei, tá parecendo muito dramático, mas é isso que tô sentindo agora. Um sentimento de vazio tão grande, uma falta, uma saudade.

E eu bem sei que é bom pra ele, e blá, blá, blá! Mas não tô lidando muito bem com isso não. Queria ficar com ele... como tem sido nos últimos meses.
Me bate uma saudade de tudo... dele mexendo na barriga, dos sustos, do parto, da primeira vez que vi seu rostinho, da primeira vez que peguei no colo, da primeira vez que amamentei, da primeira vez que troquei fralda, que dei banho, que coloquei roupinha, que fiz dormir. Do umbigo caindo. Da primeira risadinha de verdade, que me fez chorar. Das primeiras manhinhas. Do primeiro suquinho, da primeira frutinha. Dos meus medos, das minhas descobertas. De tudo.
Pode parecer exagerado, já que ele só tem quatro meses. Mas vivemos tanta coisa nesse tempo, que nem sei explicar. Parece que ele sempre esteve ao meu lado, que sempre existiu em mim.

Amo tanto, mas tanto, que dói. Dói ficar longe. Dói não acompanhar cada momento do dia. Dói saber que vai fazer descobertas longe de mim. Dói mesmo.


Mas é assim, né?! Esse é só o começo, eu sei. E vou ter que me acostumar com isso. O que há de se fazer?


E é bom ele se preparar, porque quando eu pegar ele na porta da escola vou apertar, apertar, beijar, e matar toooooda minha saudade! :)


Ele tá ótimo, só pra informar! Um dia eu passo aqui pra contar das evoluções!


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O ano da pança!


E lá se foi 2009... posso dizer com toda certeza que foi o melhor e o mais importante ano da minha vida.

Passei o ano todo grávida. Encontrei algumas pedras no caminho, é fato. Mas me alegrei chutando todas bem pra longe!

O ano em que nasceu meu primeiro filho (atenção pra o PRIMEIRO - sim, pretendo ter outro!).
O ano em que aprendi mais coisas que em toda minha vida. Ano de sustos e alegrias. Ano de dúvidas e certezas. O ano.

Teria tanta coisa e tantas pessoas a agradecer, que prefiro nem começar.

E se 2010 for parecido com esse, já fico felizona!

Um ano novo realmente novo pra todos nós!! Aeeeeeeeeee!!!!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Parto do princípio...

Como a idéia agora é contar minhas aventuras como mãe, vou começar do início de tudo: o parto.

Era mais ou menos duas e meia da manhã.
Eu, como de costume nas últimas semanas, fui mais uma (das milhares) vez no banheiro. Voltei pra cama, e ao deitar senti um "Ploc"! Isso mesmo: "Ploc!" - como se alguma coisa tivesse descido na minha barriga.
Como não senti nenhuma dor fiquei despreocupada - mas pra ficar com a consciência tranquila, resolvi ver se tinha acontecido alguma coisa. E, pra minha supresa total, a hora em que levantei senti água descendo pela minha perna. Não! Não era incontinência urinária! Era a bolsa!
Fiquei tão feliz na hora, que nem consigo explicar. Fui acordar meu marido (e isso é praticamente um parto... o homem difícil de ser acordado!!) e comecei a me arrumar.
Como sempre li e ouvi dizer que no primeiro filho o trabalho de parto é demorado, fiquei sossegadona... tomei banho com calma, organizei tudo certinho e saímos.

Mas o destino queria brincar com a Robertinha aqui. Bem na hora de ir pra maternidade o céu resolveu cair na Terra! Acho que naquele dia São Pedro (esse é o santo que manda a chuva, né?!) tinha brigado com a Nossa Senhora do Bom Parto! Uma tempestade começou a cair, e o maridex percebeu que o carro estava sem combustível. Sim, o senhor planejamento esqueceu desse pequeno detalhe. Resumindo: eu dando a luz no meio do dilúvio e sem combustível pra chegar no hospital. No fim encontramos um posto aberto e tudo deu certo.

Cheguei no hospital e chamaram meu médico, que estava de plantão em outra maternidade. Até então eu não sentia nada além de fracas coliquinhas. A enfermeira me examinou, e adivinhem: SETE dedos de dilatação! Vibrei, achando que seria mamão com açúcar. Doce ilusão. Deste momento em diante senti a pior dor que alguém pode imaginar na vida. Sim, dói. Mas confesso que nem lembro mais. Acreditem, a gente esquece!

E conforme a dor aumentava, eu gritava com mais vigor "me dá uma anestesia, pelo amor de Deeeeeeus!" e apertava a mão de quem estivesse na minha frente. Pra terem uma idéia, a mão do maridex ficou roxa no dia seguinte, hoho!
Não me deram anestesia. O médico não chegava. Minha dor aumentava. Senti que o bebê iria nascer com a enfermeira, na sala de exames. Um horror.

Fiquei lá por um tempo, suando que nem um bode, até que escutei mágicas e doces palavras - as melhores até então - "o Dr. chegou!". Aaaaaaaah, naquela hora eu descobri o verdadeiro significado da palavra alívio.
Ele chegou, e com a maior tranquilidade fez o toque e disse "dilatação total, o bebê vai nascer, leva ela pra sala de parto agora". Detalhe que pra fazer o toque foi outra novela - quem disse que eu consegui ficar com a perna na posição certa? Comédia!

Cheguei na tal sala de parto, e após escutar pela milésima vez minha suplica por uma anestesia o médico solta "não vai adiantar nada Roberta, o bebê já vai nascer, nem vai dar tempo da anestesia fazer efeito". Tá, aceitei. E ele "quer que faça episio?" E eu "aaaaaaaaah, faz o que você achar melhooooor". No fim, ele fez.

Já estava esquecendo de contar: no meio disso tudo me vem uma mulher e começa a me fazer perguntas do tipo "quantos anos você tem?", "qual o nome do seu bebê?", "de quantas semanas você tá?". Eu, que sou uma lady, respondi com toda classe, mas confesso que minha vontade na hora era de dar um soco na cara dela.

Eu sei que depois que chegamos na sala, foi um pulinho. Em alguns minutos já escutei a enfermeira falando "nossa, é loiríssimo!". E a dor sumiu. SUMIU! Como se alguém tivesse tirado. Desapareceu!

E nesse momento senti a melhor coisa que alguém pode sentir na vida. Descobri oque é o amor. De verdade. Vi aquele pequenininho ainda roxo, chorando, todo sujo, e amei. Não consigo explicar esse sentimento. Não chorei. Mas ri tanto, e me sentia tão feliz como nunca na minha vida. Meu filho. Aquele era meu filho, meu tão sonhado, planejado e esperado filho. Colocaram ele do meu lado, e a primeira coisa que falei foi "oi Davi, eu sou sua mamãe... agora você me conhece do lado de fora!", e ele ficou quietinho. Aí levaram ele pra ser limpo, e o maridex acompanhou - aliás, ele ficou o tempo todo ao meu lado, amorzinho! :)

Depois disso nada tem mais graça. Fiquei lá, expelindo a placenta, costurando a tal da episio (a episiotomia é um corte cirúrgico feito no períneo, a região muscular que fica entre a vagina e o ânus. O corte é feito durante o parto normal, com a ajuda de uma anestesia local [mas eu não fui anestesiada], para facilitar a passagem da cabeça do bebê), fazendo mil perguntas pro médico e me desculpando pelo escândalo. Segundo eles, nem foi tanto assim. Mas pra mim que sempre falei mal da gritaria na hora do parto, foi um vexame.

Mas querem saber? Super recomendo! Não existe nada melhor que parto normal. Você sofre, é fato. Mas passa. E a sensação de alívio é a melhor que existe no mundo. E depois é só correr pro abraço. Recuperação total rapidinho. O Davi nasceu as seis da manhã, e nove horas eu já havia tomado café da manhã e estava tomando banho! Super rápido.

Ah, e rápido foi meu trabalho de parto, perceberam? Três horas e meia, no máximo! Escutei vários "oooo mulher parideira!" e "cuidado pro próximo não nascer em casa!". Ainda bem. Se demorasse mais acho que teria uma síncope! Oooo vida sofrida.

Mas foi isso. Parto normal, sem anestesia e com episio. E no fim recebi o melhor presente do mundo: meu filho, lindão e gordão! E hoje sou a mulher mais feliz do mundo!

Como eu disse, vou contar da vida de mãe de primeira. Gente, não é fácil. Mas é delicioso! E vou contando tudo, prometo! Um mês já foi, mas vou fazer uma retrospectiva no próximo post. Quero deixar tudo registrado, e dividir com vocês minhas maiores alegrias!

Entre uma mamada e outra, volto aqui!



E pra matar a curiosidade, meu lindão, já com um mês de vida!